terça-feira, dezembro 01, 2009

RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL

(Imagem recolhida na internet)
Corria o ano de 1640.
Em 1580, explorando a fraqueza das forças portuguesas, dizimadas em Alcácer Quibir, Castela expulsa o novo rei de Portugal, D. António Prior do Crato, aclamado nas cortes de Santarém e faz aclamar, em Tomar, Filipe II de Castela, como Filipe I de Portugal, impondo a ideia da monarquia dualista.
Foram 60 anos de má administração, de constante agravamento de impostos, de abandono dos territórios ultramarinos.
Em 1634, o conde-duque de Olivares, homem forte de Filipe IV de Castela (III de Portugal), nomeia Margarida, viúva do duque de Mântua, para a elevada função de vice-rei de Portugal e transfere Miguel de Vasconcelos, da função de escrivão da Fazenda, para a elevadíssima função de Secretário de Estado.
A partir de 1635, as condições de vida em Portugal degradam-se ainda mais.
O agravamento indiscriminado de impostos, o abandono das guarnições militares nos territórios ultramarinos, sendo os portugueses forçados a combater nas guerras espanholas, a perseguição, pelos esbirros de Castela, do povo português, da nobreza e do clero, atingem o ponto de ruptura, quando em Junho de 1640, a Catalunha se insurge contra o despotismo de Olivares e este decide mandar os portugueses combater os catalães revoltados. Ao mesmo tempo anuncia um novo agravamento dos impostos, destinado a suportar os encargos dessa acção de repressão.
O Palácio de D. Antão de Almada serviu de quartel-general aos conjurados. A 1 de Dezembro de 1640, a morte de Miguel de Vasconcelos e a expulsão da duquesa de Mântua significaram o início da acção dos conjurados e o fim do domínio de Castela.
Acontecia a Restauração da Independência de Portugal.
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B R A G A N T I N A
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Amordaçado fora o reino inteiro;
O povo, empobrecido, escravizado.
Filipe, que a reinar era o terceiro,
Tratava com desprezo o povo errado.
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Estava-se em Dezembro, no primeiro.
Em actos de revolta consertados,
Matando, na Ribeira, o conde Andeiro,
Entravam em acção os conjurados.
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E logo todo o povo de Lisboa,
Num brado «Viva o Rei!», que longe ecoa,
Se junta aos conjurados e os anima,
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Com todo o Portugal se agigantando
E o Duque de Bragança no comando,
Nascia a dinastia Bragantina.
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Vítor Cintra
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No livro: DINASTIAS

6 Comentários::

At 2/12/09 8:53 da tarde, Blogger Maria da Luz Borges said...

Olá Mano
Já estava com saudades tuas! Imagino que andas tão luoco de trabalho como eu e que nem tens tempo de por aqui passar. Felizmente vais conseguindomum tempinho para nos relembrar dos Portugueses que fizeram história a sério...
Boa semana Luz

 
At 3/12/09 3:27 da manhã, Blogger Odele Souza said...

Estamos sempre a aprender história contigo. É sempre um prazer passar por teu blog.

 
At 4/12/09 10:53 da manhã, Blogger mixtu said...

que nunca se volte a perder a dita... a independência

abrazo serrano y europeo

 
At 5/12/09 9:12 da manhã, Blogger Isabel-F. said...

Oi Victor ...

é sempre bom ler-te ...

o poema é óptimo como sempre ...

só queria deixar aqui registado, que, como somos um povo que ama e respeita a sua História ... foi escolhida esta data para a Cimeira Ibero-Americana ....

cadê as comemorações deste nosso dia???
não podiam ter escolhido esta data?
os nossos Governantes não pensam???

beijinhos e bom fim de semana
isabel

 
At 5/12/09 9:13 da manhã, Blogger Isabel-F. said...

ressalva:

"não podiam ter escolhido esta data?"

queria dizer, claro:

"não podiam ter escolhido outra data?"

 
At 2/2/10 6:09 da tarde, Blogger Neo said...

que treta

 

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