segunda-feira, setembro 08, 2008

O SACRILÉGIO

(imagem recolhida na internet)

Numa reacção própria de "Prima Dona" - contra quem foi cometido o sacrilégio de não ser devidamente apajeada - o secretário-geral do PS, José Sócrates, lançou hoje um ataque implícito ao PSD, contrapondo o alegado espírito de "procura de ideias" dos socialistas ao discurso do "bota-abaixo", da "maledicência" e do "negativismo" dos sociais-democratas, segundo notícia divulgada hoje pela LUSA .
E porque o discurso de Manuela F. Leite e a cerimónia no Centro Cultural de Belém têm muito a ver, Sócrates aproveitou a sessão destinada a apresentar a Fundação Respublica, presidida pelo ex-comissário europeu António Vitorino (só por acaso, destacado membro da cúpula PS), que agrega as antigas fundações Antero de Quental e José Fontana para, manifestando uma vez mais o seu peculiar espírito de demokrata, partir, naquele seu refinado jeito varino, para a ofensa, contra tudo e contra todos.
Não é que o PSD não mereça críticas. Merece-as, sem dúvida, e muitas, aliás como toda a «oposição», até pela falta de credibilidade dos seus dirigentes. Só que, se alguém não tem legitimidade moral para as tecer, esse alguém é precisamente Sócrates.
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E X P E C T A T I V A
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Ao romper da madrugada
Ouviremos as razões
De quem pouco sabe, ou nada,
Mas pretende dar lições.
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Sentiremos assumidas,
Sem reservas, posições,
Que pretendem ver, nas vidas,
O valor de alguns cifrões.
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E veremos que suporte
Fundamenta as decisões
Que forjaram dor e morte,
Sem quaisquer hesitações.
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Saberemos se é verdade
Que o sentir das multidões
Muda co'a facilidade
Com que mudam os sermões.
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Vítor Cintra
No livro: DIVAGANDO

4 Comentários::

At 9/9/08 1:16 da tarde, Blogger Odele Souza said...

Olá, amigo, passsei para te ler um pouco e te deixar um abraço.
Lindo o teu 'EXPECTATIVA". É impressionante como consegues dizer verdades em teus versos.

um bom dia pra ti.

 
At 10/9/08 8:48 da manhã, Blogger Isabel-F. said...

Claro que como sempre tens toda a razão.

"...
Não é que o PSD não mereça críticas. Merece-as, sem dúvida, e muitas, aliás como toda a «oposição», até pela falta de credibilidade dos seus dirigentes. Só que, se alguém não tem legitimidade moral para as tecer, esse alguém é precisamente Sócrates.
"

o teu poema, como sempre, fantástico e muito a propósito da situação.

bjs

 
At 11/9/08 6:39 da tarde, Blogger Teresa Durães said...

parece a escolha entre o errado e o mais errado

 
At 14/9/08 9:52 da tarde, Blogger MR said...

Olá, cá estou a ler-te e se me permites, deixo-te este meu texto de hoje, com um abraço:


Portugal moderno e feliz

Cada vez, gosto mais das notícias que leio nos OCS. Os jornais dão-nos conta daquilo que já sabemos e não nos interessa patavina. Uma no cravo, outra na ferradura. De resto, com a falta de jornalismo de investigação, escolhem aquilo que a Lusa produz. Será interessante que se analisem os interesses –todos- dos grupos de comunicação social que dominam o mercado. Será que interessa perguntar como alguns se constituíram e para quê? A quem paga o Estado os seus anúncios? O que recebe em troca? Se na Madeira todos sabemos –os OCS daqui fartam-se de o divulgar- interessa perguntar: e aqui no “Continente”? Desde Vila Real de Santo António, no Algarve, a Valença do Minho? E o grosso dos “anúncios” em jornais nacionais? Por vezes, ao lado dos pequeninos anúncios de relax… que, não raras vezes, actuam no prédio vizinho dos jornais e que os jornalistas desconhecem… Há jornais que, á sua porta, dispõem de um serviço completo –há noite quando os “jornas” trabalham mais- : Tráfico, prostituição e outros “aos”. Dava notícia? Dá um certo jeito? Ou terão medo de represálias? Também gosto muito dos jornalistas que emitem opinião, com isenção, é claro… O melhor, é que o fazem quando, no próprio jornal, exercem funções directivas, ou de jornalistas isentos. Será que a culpa é dos jornalistas, ou de quem manda nos jornais?

As associações disto, ou daquilo, não são capelinhas de interesses, nem me levam a perguntar para que existem. Os dinheiros estatais que ali entram –de todos nós- são justificados correctamente! São precisas –muitas- associações e bem dependentes… sobretudo, que estejam bem caladinhas, caso contrário lá se vão os subsídios. Os tachos e as panelas.

Este país está feliz. Não percebo porque a oposição diz mal de tudo, se nada apontam. A democracia é sinónima de alternância e de discordância. Mas que diabo; haja alguma moralidade no critério. O povo está tão feliz porque o governo diz, a oposição desdiz. O povo está tão feliz porque o país evolui todos os dias. O desemprego caiu –FINALMENTE- pois há algum emprego no estrangeiro, ainda!

As investigações vão de vento em popa. Nunca houve tantos investigadores, como agora, em Portugal. O que há mais, são investigadores –pelo menos assim assinam- na GNR, na PSP. A PJ está atolada de procedimentos administrativos, mas o seu pessoal anda feliz porque são muitos. O policiamento de proximidade é bem visível desde que os novos directores nacionais das polícias tomaram posse. São tantos os polícias que até estorvam. Já uma pessoa não pode sair da garagem porque os polícias são aos magotes, devidamente fardados, por tudo quanto é sítio. Ufa… que descanso. Criminalidade? Foi-se.

Os seguranças estão cada vez mais profissionalizados. Os cursos são um exemplo para toda a Europa. As empresas dão formação todos os dias. Que belo!

O novo cargo do “super polícia” já nem é necessário e estão a pensar reconvertê-lo na SEMEE - Secretaria de Estado da Mão Estendida a Espanha. Não confundir com os falangistas!

O futebol afastou-se da política. Já não temos presidentes de câmara que em simultâneo foram presidentes de clube, presidentes da assembleia-geral da Federação Portuguesa de Futebol, ou exerçam qualquer “carguinho” na liga!

Os juízes não emitem opinião. Cumprem apenas com o dever de julgar os poucos criminosos que ainda restam. Uma profissão em risco de extinção. Todos os julgamentos polémicos terminaram em tempo recorde, e ninguém contestou.

É interessante ver como algumas empresas conseguem milagres. Como conseguem vender congelados às IPSS, mais caros que a concorrência. Compadrio? Nem pensar nisso: QUALIDADE! Como se constroem túneis de poucos metros, extremamente necessários apenas por alguns milhões. Braguinha… Braguinha… aqui, até temos dois estádios. Um às moscas, outro a cair.

Como as religiões viram negócios altamente lucrativos. E, por vezes, se tornam politizadas, apoiadas ou pisadas. Toma lá e dá cá!

As forças armadas estão bem. Aliás, como nunca. Não falta nada. Material novo. Quartéis que parecem hotéis. Há excesso de contingente de pessoal. Pelo menos nalgumas categorias. As praças, essas, são em número baixo, talvez por isso passem a comandar… atendendo ao inverso proporcional. A nossa participação no exterior é altamente valorizada pela qualidade do material –último grito militar- que acompanham os nossos militares.

A agricultura não é precisa. Importamos tudo. Temos dinheiro de sobra. Será que temos petróleo? Os pescadores pescam para os amigos, ou tornam a deitar o peixinho ao mar. Sim, tornaram-se amigos do seu amigo, e do ambiente. E, como não precisam de sustentar as famílias –há muito peixe externo- divertem-se, felizes.

A educação especial nas escolas regulares –de referência, os CAO –Centro de Actividades Ocupacionais, regem-se todos pelo mesmo modelo, aliás, certificado pelos governos, desde sempre.

O ensino e a educação, aqui no canteiro europeu, são objectivamente o que de melhor se faz no mundo. Basta atendermos aos resultados e às prestações dos alunos. Todos passam de ano, e isso significa o quê? Que Portugal está melhor. As “novas oportunidades” têm dado frutos. Sei que há por aí gente maldosa que diz que não, mas é porque nunca tiveram esta brilhante ideia. Ninguém “chumba”, porque os portugueses sabem tudo e mais alguma coisa. Por vezes têm dúvidas apenas quando votam. Mas, isso é fruto da excepcional qualidade dos nossos políticos actuais, que tornam difícil a escolha dos melhores!

Hoje fico-me por aqui. Até breve, pois vou divertir-me, por aí… e estarei ausente

MR

PS: Cara Felícia, tinha-lhe dito que não, mas estou a repensar. Olhe que tenho muito por onde agarrar. Dê uma ligada quando puder. Anda muito caladinha. Porque será?

 

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