sábado, novembro 03, 2007

Gaspar Corte Real

(Monumento a Gaspar Corte Real em S. John na Terra Nova)
Embora muitos dados biográficos sejam incertos, julga-se que Gaspar Corte Real nasceu por volta de 1450, na cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Filho do navegador João Vaz Corte Real, com quem terá começado a percorrer os mares, ele e o seu irmão Miguel, serão talvez os únicos grandes navegadores portugueses, oriundos dos Açores.
Provavelmente em 1500, realizou uma primeira viagem de descoberta de sua própria iniciativa. Não sendo claro qual foi o destino, tudo leva a crer que se tenha dirigido para ocidente. Em Outubro de 1501, iniciou uma segunda viagem para ocidente, desta feita acompanhado do seu irmão Miguel. Contornando as costas do Lavrador, penetraram na foz do rio Hamilton, seguindo para a Terra Nova. Aí se separaram os dois irmãos, regressando Miguel a Lisboa, a dar novas da viagem, enquanto Gaspar continuava a expedição. Só que desta não é conhecido ao certo o destino.
Julga-se que terá naufragado. Da embarcação em que seguia não houve notícia. Seu irmão Miguel partiu em busca dele, mas não conseguiu encontrá-lo.
Apesar da escassez de dados documentais, presume-se que numa das suas viagens Gaspar Corte Real encontrou a península da Florida, território que actualmente integra os Estados Unidos da América, atingindo também o Canadá. Segundo alguns investigadores, na sua outra viagem, Corte Real terá começado por explorar o extremo meridional da Gronelândia, dobrando o Cabo Farewell e seguindo a costa até ao que hoje se chama Estreito de Davis.
(Fonte de informação: Grande História Universal)
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R E L A T O
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Dos que deixàmos lá não tenho pena,
Mas sim dos que voltaram co' o vazio
Na alma, que o desgosto fez pequena,
Por conta dum passado negro, frio.
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A vós, senhor meu rei, direi ainda,
Que os mortos vos honraram, p'lo fervor
Das lutas que travaram, onde finda
O mundo e a coragem tem valor.
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É vosso o novo mundo, onde chegàmos,
Tal como o grande mar, que navegàmos
Em vossas naus, e fé na Mãe de Deus;
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Mas vossos são também os nossos lutos
P'la morte desses homens resolutos
Perdidos de si próprios e dos seus.
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Vítor Cintra
No livro: MURMÚRIOS

11 Comentários::

At 4/11/07 12:28 da manhã, Blogger Sol da meia noite said...

Achei fantástico o poema... Ao jeito dos autores antigos.
Bonito mesmo!

Beijinho!

 
At 4/11/07 12:48 da manhã, Blogger Alexandre said...

A tua poesia é muito mais útil e trabalhada que muita da poesia que se vê nos blogues. Parabéns!

E quanto a Gaspar Corte Real terá sido um dos primeiros açorianos, mal saberia ele que os Açores forma agora eleitos as 2.ªs melhores ilhas do mundo como destino turístico - o que eu acho uma chatice pois a partir de agora vão ser devassadas.

Um abraço!!!

 
At 4/11/07 4:05 da tarde, Blogger Fernanda e Poemas said...

Olá Vítor, grata pela visita.
Adorei a sua postagem e o lindíssimo soneto que aqui nos deixou.
Adorei amigo.
Muitos beijinhos,
Fernandinha

 
At 7/11/07 10:38 da manhã, Blogger Vera said...

Querido Amigo, o teu poema está soberbo, daqueles que enche a alma!
Quanto a Gaspar Corte Real... confesso que aprendi muito aqui contigo, como sempre, aliás.

Um grande beijinho

 
At 7/11/07 10:15 da tarde, Blogger sveronica said...

Um passeio pela história, uma musica pra sonhar...
Uma Nau ancorada a balançar nas águas...
Um beijo de cá pra aí...
Boa noite!

Menina do Rio

 
At 8/11/07 1:03 da tarde, Anonymous Cássia Valéria said...

Vítor,
Vir aqui é sempre um aprendizado!
História e poesia juntas, de forma encantadora!
Beijos, Bom dia.
Val

 
At 8/11/07 1:03 da tarde, Anonymous Cássia Valéria said...

Vítor,
Vir aqui é sempre um aprendizado!
História e poesia juntas, de forma encantadora!
Beijos, Bom dia.
Val

 
At 10/11/07 7:24 da manhã, Blogger Rosa Silvestre said...

Olá Vítor quanto a Gaspar Corte Real desconhecia a sua história. Sempre que aqui venho aprendo coisas novas! Gostei do poema e da história, of couse!
Um bom fim-de-semana, bj.

 
At 12/11/07 1:34 da manhã, Blogger Odele Souza said...

É que sua poesia inclui conhecimentos de história que poucos têm. É mesmo um prazer ler os seus textos.

Um abraço amigo.

 
At 12/11/07 10:39 da manhã, Blogger Suzanne said...

Muito bom o poema!


Bjosss!!!

http://aislinnahimana.weblogger.com.br

 
At 12/11/07 8:09 da tarde, Blogger Fernanda e Poemas said...

Olá Vítor voltei para reler o texto.
Beijinhos.
Fernandinha

 

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