quinta-feira, maio 07, 2009

Veteranos sem Apoios


Citando um relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) o Diário de Notícias de 06-01-2009, diz que naquele documento pode ler-se, a certo trecho:
"Enquanto empregador responsável, as Forças Armadas têm o dever de cuidar dos seus actuais e antigos empregados."
e ainda, entre outras recomendações:
"É no interesse das Forças Armadas, como empregador, cuidar dos veteranos, na medida em que melhores serviços para esses combatentes também podem ser vistos como um incentivo ao recrutamento."
É óbvio que o relatório, para os governantes portugueses (muitos deles fugidos, como se sabe, ao cumprimento do serviço militar e regressados, de exílios 'dourados', após o 25 de Abril de 1974), não tem qualquer mérito, nem faz qualquer sentido. Será até (quem sabe?) disparatado nas suas análises e conclusões.
Quanto a nós, antigos combatentes, ele é completamente inócuo, já que, para além de não merecer qualquer atenção por parte dos (des)governantes que nos esbulham, não vem acrescentar nada ao que qualquer cidadão medianamente inteligente, há muito sabe.
Aliás, no caso de Portugal, atrevo-me mesmo a dizer que a maioria dos veteranos nem desejaria mais nada senão ser tratado com respeito.
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C O N T R Á R I O
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Não me atinge o "vomitado"
De quem vive amargurado
Por só ter, do seu passado,
A memória da traição;
Nem me acusa a consciência
De fingir, na dissidência,
Causas nobres, ou decência,
Mascaradas de razão.
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Combati com desencanto,
Vivi luto, dor e pranto,
Não fui mártir, nem um santo,
Fui apenas cidadão;
Mas na minha caminhada
Não traí ninguém, nem nada,
Nem fugi da terra amada.
Não me queiram dar lição!
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Vítor Cintra
Do livro: ENCRUZILHADA

3 Comentários::

At 9/5/09 12:02 da manhã, Blogger Luz said...

Não fugimos de cá, e trabalhamos desde meninos. Sempre cumprimos com os nossos deveres e direitos temos poucos ou nenhuns...
Às vezes tenho vergonha de pertencer a este país de brandos costumes à beira mar plantado... E cheiinho de governantes sem escrúpulos!

 
At 9/5/09 10:14 da tarde, Blogger Luz said...

Mano,
Desta vez não tem nada a ver com o que escreveste, mas perante tantos mimos que me vais deixando no blogue, daqueles mimos que só tu sabes fazer, eu respondi-te lá, mas para não te dar muito trabalho, copio também para aqui.
Então vamos lá...
Pois é meu irmão
Sou mesmo uma privilegiada, pois faço mesmo aquilo que gosto.
Sabes, Deus deu-me a Graça de me contentar com coisas pequeninas. Eu sei que sou a mulher das coisas pequeninas. Não sei fazer coisas grandes. Só mesmo as pequenas. E como não podia deixar de ser o meu trabalho só podia ser com os mais pequenos. Trabalho muito porque, contrariamente ao que as pessoas pensam, ser professor destas idades é um desafio constante e não tenho hipótese de repetir nada. Cada dia é um dia novo e tem que ser diferente e pleno. Mas para mim, é um trabalho que faço com muito prazer e que me realiza completamente. Eles ajudam-me a crescer todos os dias como pessoa e como mulher, pois obrigam-me a sair de mim, a superar o meu ego, a perder as minhas ideias e a ir ao encontro deles. Que sorte tenho em poder estar com eles! E já pensaste que este trabalho que à partida parece mais uma brincadeira, é um trabalho imenso. Estou a formar o Futuro. Não posso enganar-me, sentir-me cansada ou olhar para o meu umbigo, sob pena de comprometer o futuro
Sim. Tens razão eu sou feliz! Muito feliz!!!

 
At 11/5/09 11:55 da manhã, Blogger Teresa Durães said...

sempre que ouço falar de veteranos é para ouvir as injustiças

 

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