sexta-feira, dezembro 01, 2006

RESTAURAÇÃO - 1 de Dezembro de 1640

Bandeira de D.João IV

Haviam decorrido já 60 anos, depois que Filipe II de Espanha entrou em Portugal e ocupou o trono luso. Durante esse período, enquanto Espanha esmagava os povos com impostos, malbaratando recursos a financiar a guerra contra outras potências europeias, as colónias portuguesas, em África, nas costas do Malabar, na India, em Malaca, em Ceilão e no Brasil, votadas ao abandono, sofriam, um pouco por toda a parte, também por motivo dessa guerra, ataques das frotas dessas potências ou de corsários a elas afectos.
A revolta da Catalunha, como consequência da excessiva carga de impostos, pelas dificuldades criadas ao regime filipino, faciltou o sucesso da revolta portuguesa.
Em 1 de Dezembro de 1640, 120 conjurados, nobres e letrados, sabendo poder contar com a adesão popular, dirige-se ao Paço da Ribeira e, num golpe palaciano, elimina Miguel de Vasconcelos e, expulsando a duquesa de Mântua, vice-rei de Filipe IV de Espanha, restaura o Estado e restitui o trono a quem pertence imprescritivelmente, D. João, Duque de Bragança.
Santarém, no dia seguinte, 2 de Dezembro, é a primeira terra a aclamar o novo rei.
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D. JOÃO IV
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Co'a morte de Miguel de Vasconcelos,
Valido da duquesa vice-rei,
No reino, procurando outros modelos,
Lançava-se, em revolta, toda a grei.
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Surgiu então o Duque de Bragança,
Após se ter o golpe consumado,
Que, por ter assumido a liderança,
Início dava assim ao seu reinado.
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De novo Portugal, uma nação,
Vivia a independência restaurada,
Sabendo estar, apenas, começada.
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E ao dar total apoio a D. João,
O povo o elegia seu senhor,
Chamando-lhe de rei "Restaurador".
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Vítor Cintra
No livro: HOMENAGEM

14 Comentários::

At 2/12/06 12:54 da manhã, Blogger david santos said...

Victor, boa noite!
Estou francamente grato pelo teu comentário ao meu "PIANINHO DO MAR".
Aquele trabalho, que não é só meu, mas de toda a globsfera, já está, juntamente com outros, claro, selecionado para ser publicado na Argentina Março/Abril do 2007. Devo isto ao Victor e a todos os amigos da nossa área, bos blogs. Pois sem eles não sei se aqueles meus trabalhos chegariam tão longe. Obrigado Amigo Victor. O teu trabalho também há-de chegar longe, garanto.
Até sempre Victor.
Um grande abraço meu e do meu blog, "SÓ VERDADES"
Até sempre.

 
At 2/12/06 1:25 da manhã, Blogger Águas da Vida said...

Obrigada Victor pela sua gentil visita la no aguas da vida e pelo seu comentario no post da nossa colunista e amiga Hilda.
Uma excelente semana para ti cheia de paz.
Big Kiss

 
At 2/12/06 2:29 da manhã, Anonymous Hilda said...

Admiro o amor pátrio que demonstra, no respeito à História Portuguesa e também na indignação contra as injustiças cometidas ao povo português. Essa admiração cresce ao ver poemas que crias com esses temas. Parabéns J. Victor, e como disse David Santos(belo sobrenome... o nome da minha Santos!), teu trabalho aqui nesse blog, com certeza será reconhecido por muitos!

 
At 2/12/06 3:47 da manhã, Anonymous Jofre Alves said...

Caro Vítor: data cheia de significado histórico, o da Restauração da Independência, mas parece que hoje o nosso patriotismo já não é tão firme e decidido: um quarto dos portugueses desejaria a fusão com a Espanha, mais propriamente 28%. No Minho, os antigos diziam que de «Espanha nem bom tempo, nem bom casamento», mas agora parece que já não é bem assim... Óptimo fim-de-semana.

 
At 2/12/06 2:13 da tarde, Blogger Isa&Luis said...

Olá,

Gostei de ler.

Desejos de um optimo fim de semana


Beijinho

Isa

 
At 2/12/06 7:04 da tarde, Blogger chuvamiuda said...

..................
a nossa dimensão territorial, não deve ser impeditiva do nosso orgulho enquanto povo e nação

em tempos bem mais difíceis não o foi, porque o haveria de ser agora

em minha opinião trata-se apenas de unirmos os nossos esforços. para que tornemos os nossos sonhos individuais, numa realidade colectiva

(os meus sinceros agradecimentos, pelo teu comentário deixado no http://dos-meuslivros.blogspot.com/)
................

Abraço e continuação de bom fim-de-semana

 
At 3/12/06 4:27 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Bonito poema para resumir toda a história. Gostei!
Beijos

 
At 3/12/06 11:03 da tarde, Blogger Saramar said...

Olá Poeta.
Também voltei depois de quase um mês sem poder visitar os amigos.
Belo poema, comemorando essa importante data para o seu país e para o meu também.
Gostei muito.

beijos

 
At 4/12/06 9:12 da manhã, Blogger BlueShell said...

Gostei mesmo! Obrigada!
BShell

 
At 4/12/06 10:43 da manhã, Blogger pintoribeiro said...

Passo, abraço,

 
At 4/12/06 7:10 da tarde, Anonymous soslayo said...

Um poema:

Vítor, a mim me parece que deixamos os Filipes de Espanha para estarmos a ser espoliados pelos próprios Portugueses gananciosos por só olharem para o seu umbigo e esquecendo que quando se dá um golpe desses aos Espanhóis é em primeira instância para melhorar a situação dos que cá estão! Mas não me parece que seja isso que está acontecendo apesar dos anos de distância... Excelente o teu terceto. Um abraço.

 
At 4/12/06 9:39 da tarde, Blogger poemusicas said...

Dom Joâo VI tem, da parte de nós brasileiros um grande respeito e gratidão. àquela época a sua visão de administrar já era muito arrojada. Fundou o Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional do Brasil, entre outros feitos importantes para o nosso País. Eu me congratulo com o povo luzitano por serem os criadores de tão bela figura da história mundial.

Um beijo

Naeno

 
At 5/12/06 9:52 da manhã, Blogger Sophie said...

A restauração da independência do país, foi uma data extremamente importante para nós, não apenas pela efeméride em si, mas porque prova que os portugueses quando têm um objectivo e conseguem mobilizar, para a sua execução, as suas capacidades num clima de unidade e de consenso nacionais, conseguem-no atingir.

Beijinhos

 
At 7/12/06 3:15 da tarde, Blogger DIGNIDADE said...

Olá!
Como bem sabes gosto de História, em todas as suas variantes e, cada vez mais, gosto de História...o que há em comum entre a descrição de factos passados e a ficção é que ambos nos transportam para onde deixarmos, fazem parte de um mundo diferente...só tenho pena que o nosso presente não seja muito digno de ser revivido por gerações futuras e que com ele tenham muito pouco a aprender ou de sentir orgulho nos feitos (ou falta deles)que deixamos por legado.
Adorei o tema e o poema.
Um bj!

 

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