quarta-feira, agosto 22, 2007

D. JOÃO I - Mestre d'Avis

(imagem recolhida na internet)

Foi há 585 que D. João I, rei de Portugal decretou que a Era Hispânica, como se denominava então a Era de César, desse lugar, na marcação do calendário, à Era Cristã.

No ano 46 a. C., Júlio César, sob orientação do astrónomo Sosigenes, reformou o calendário romano, para uniformizar os diferentes calendários usados nos territórios ocupados pelos romanos. Essa reforma introduziu o calendário juliano, de doze meses - 365,25 dias - em cada ano, representados por três anos de 365 dias cada, seguidos de um ano de 366 dias.

O decreto de D. João I, porém, transformou o dia a seguir ao dia 22 de Agosto do ano 1460 da Era Hispânica, no dia 23 de Agosto do ano de 1422 da Era Cristã.

Ainda assim, tratou-se apenas de uma mudança de eras temporais. A verdadeira revolução do calendário viria a acotecer bastante mais tarde, no ano de 1582, com o Papa Gregório XIII e a bula «inter gravissimus».

D. JOÃO I

Casado com Filipa de Lencastre,
Tornou-se D. João, "Mestre d'Avis",
Monarca de prestígio, como quis,
Salvando assim o reino de desastre.

Sem ter-se imposto à força, como queria,
Castela, nas batalhas já vencida,
Deixou fugir a presa, apetecida,
E deu lugar à nova dinastia.

O povo, em todo o reino, e muitos nobres
Nascidos os segundos, que eram pobres,
Tal como o foi D. Nuno, "O Condestável",

Fizeram, com arrojo e com coragem,
Surgir em Portugal nova linhagem,
Senão a mais ilustre, a mais notável.

Vítor Cintra
No livro: HOMENAGEM

7 Comentários::

At 22/8/07 3:10 da manhã, Blogger Odele Souza said...

Como sempre um belo texto.

Um abraço.

 
At 22/8/07 8:12 da tarde, Blogger leituras said...

Vítor,
Este é mais um excelente texto, ilustrado por um poema excepcional.

Boa semana

 
At 22/8/07 10:50 da tarde, Blogger Ana S. said...

Olá Vitor.
O Mestre d'Avis é uma das personalidades mais famosas em Portugal e merece sem duvida ser prestigiado aqui.
Beijos

 
At 22/8/07 11:57 da tarde, Blogger Alma de Poeta said...

O género do teu blog, pelo que conheço de blogs é único.
O conhecimento que transmites duma forma sábia, faz-me pensar que se tivesses sido meu professor de história, hoje saberia muito mais do que aquilo que aprendi na altura sob obrigação.
Aqui dá gosto ler e aprender, pelo modo cativante que descreves, aliás, modo esse que é só teu.
Beijo amigo

 
At 23/8/07 7:06 da tarde, Blogger C Valente said...

Vamos saber um pouco mais de historia, obrigado
saudações

 
At 26/8/07 8:24 da tarde, Blogger M. Relvas said...

Mais um belo post do Victor, com um poema belíssimo, a acompnhar devidamente o texto inicial!

"Cronistas contemporâneos descrevem João I como um homem arguto, cioso em conservar o poder junto de si, mas ao mesmo tempo benevolente e de personalidade agradável. Na juventude, a educação que recebeu como Grão Mestre da Ordem de Aviz transformou-o num rei invulgarmente culto para a época.

O seu amor ao conhecimento passou também para os filhos, designados por Luís Vaz de Camões, nos Lusíadas, por "Ínclita geração": o rei Duarte de Portugal foi poeta e escritor, Pedro, Duque de Coimbra o "Príncipe das Sete Partidas", foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo e muito viajado, e Henrique, Duque de Viseu, "o navegador", investiu toda a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia, dando início à epopeia dos Descobrimentos.

A sua única filha, Isabel de Portugal, casou com o Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras.

No reinado de D. João I são descobertas as ilhas de Porto Santo (1418), da Ilha da Madeira (1419) e dos Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Tem início, igualmente, a colonização dos Açores e da Madeira.

D. João morreu a 14 de Agosto de 1433. Jaz na Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

Foi cognominado O de Boa Memória, pela lembrança positiva do seu reinado na memória dos portugueses; alternativamente, é também chamado de O Bom ou O Grande."
In Wikipedia

Saudações

 
At 26/8/07 8:30 da tarde, Blogger M. Relvas said...

E viva o Condestável:

A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, entre tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de S. Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça no centro de Portugal. O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos e o fim da crise de 1383-1385, e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411.
"In wikipedia"

 

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