Tráfico de Pessoas
(imagem recolhida na internet)
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Quando se fala de «Escravatura» o termo transporta-nos, quase de imediato, para memórias de tempos passados e inspira-nos um sentimento de repulsa, compreensível aliás.
A realidade, porém, é bem mais trágica e bem mais actual do que aquela que a história nos relata como prática doutros tempos.
A Revista Além-Mar, de que se transcreve o trecho que segue, tem vindo a denunciar, repetidamente, práticas bem mais actuais e não menos repugnantes.
«... como sempre, pode escolher-se entre homens, mulheres e crianças. Estas são particularmente apreciadas, porque são mais dóceis, comem e protestam menos, dormem em qualquer recanto e, como é necessário menos força para obrigá-las a trabalhar, dão menos dores de cabeça a capatazes e vigilantes. Meninos escravos propriamente ditos haverá no mundo cerca de 8 milhões. Não muito longe desta condição encontram-se os 111 milhões de menores de 15 anos que executam tarefas impróprias, perigosas ou demasiado árduas para a idade.»
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Quando se fala de «Escravatura» o termo transporta-nos, quase de imediato, para memórias de tempos passados e inspira-nos um sentimento de repulsa, compreensível aliás.
A realidade, porém, é bem mais trágica e bem mais actual do que aquela que a história nos relata como prática doutros tempos.
A Revista Além-Mar, de que se transcreve o trecho que segue, tem vindo a denunciar, repetidamente, práticas bem mais actuais e não menos repugnantes.
«... como sempre, pode escolher-se entre homens, mulheres e crianças. Estas são particularmente apreciadas, porque são mais dóceis, comem e protestam menos, dormem em qualquer recanto e, como é necessário menos força para obrigá-las a trabalhar, dão menos dores de cabeça a capatazes e vigilantes. Meninos escravos propriamente ditos haverá no mundo cerca de 8 milhões. Não muito longe desta condição encontram-se os 111 milhões de menores de 15 anos que executam tarefas impróprias, perigosas ou demasiado árduas para a idade.»
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E S C R A V O
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Porque te esforças tanto por sorrir
Se, nessa condição de escravizado,
Por mais que seja o esforço redobrado,
Não tens, como horizonte, um bom porvir?
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Porque te esforças tanto em ser cortês
Com quem marcou de dor a tua vida
Sabendo que a maldade, repetida,
Aumenta o sofrimento, vez a vez?
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Mantém, dos teus carrascos, a distância.
Não dês, nem reconheças, importância
A quem te escravizou, e ao teu povo.
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Aquele que preserva na memória
A honra e o valor da sua História
Verá um dia o sol brilhar de novo.
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Vítor Cintra
No livro: CONTRASTES
10 Comentários::
Aqui está uma coisa que me arrepia, revolta e entristece. Estamos no Sec. XXI, mas os homens são tão cruéis como na pré-história…
No comment...como dizem na Euronews.
A dor é demasiado grande!
Luz
é de indignar ainda como pessoas sem alma e coraçoes doceis e inocentes se tramam, nessa trama de horror, que só servem para encher os bolsos, daqueles q nada temem e se acham imortais, a ponto de sacrificarem o sonho de naçoes, nas maos calejadas de uma criança!
abraços
Vítor,
Este é um flagelo que infelizmente continua bem presente nos nossos dias, por isso é sempre bom falar sobre isso, e não se fingir que se ignora que tal aconteça a grande escala ainda nos nossos dias.
Abraço.
Caro Vítor,
Desta vez fiquei sem palavras, tal a beleza de um soneto que descreve sem rodeios a dor dos oprimidos e escravizados... Parabéns!
Beijinhos,
Ana Martins
Esta foto é tocante.
É como diz o teu soneto amigo. : "não tens, como horizonte, um bom porvir"
Que futuro terão essas crianças? Escravizadas, trabalhando, enquanto deveriam estar estudando e brincando. E que gente essa que as escravizam. Que gente essa. Alguns seres humanos são mesmo desprezíveis.
Inaceitável.
Cadinho RoCo
Mais uma vez fiquei sem palavras, há gente má, horrivel, nem tenho adjectivos para elas ...
eu cá estou quase de partida, não se esqueçam de serem felizes!!! Até setembro. Bjhs
Uma semana cheia de coisas boas.
hoje não pude ler pois estou com pressa, mas na próxima
virei com calma.
bjsss
Um blog muito bem construido com temas e poemas pertinentes, cheios de sentimento e de verdades...
Luis
Olá Vítor, um tema que me revolta profundamente....e pensando que estamos no século XXI,ainda mais1
Será que estamos? às vezes, sinceramente, dúvido....
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